BANDA  é:
Michael Kiske: Vocals, Guitars, Keyboards.
Sandro Giampietro: Overdub - Solo Guitars.
Fontaine Burnett: Bass.
Karsten Nagel: Drums.
Hanmari Spiegel: Violine.
George Spiegel: Trombone in "Truly".
Corinna Wolke: Harmony Voice on tracks 5 and 9.
Martin Tingvall: Piano in "Painted"
.
Nome
Álbum
Ano de lançamento
País
Estilo
Kiske
Kiske
2006
Alemanha
Rock
Faixas 01.Fed By Stones
02.All-Solutions
03.Knew I Would
04.Kings Fall
05.Hearts Are Free
06.The King Of It All
07.Sing My Song
08.Silently Craving
09.Truly
10.Painted
11.Sad As The World
12.Mary In The Morning (bonus track)

 Não há vocalista mais polêmico no cenário do rock do que o nosso amigo Michael Kiske. Determinado a continuar com a sua empreitada solo depois de idas e vindas, ele nos traz o álbum auto-intitulado Kiske.

      Para o ódio de muitos e a felicidade de alguns, a sonoridade ainda se mantém naquele Pop Rock. Mas isso não é um ponto negativo, pois aqui temos um diferencial! Não me refiro ao vocalista, que é um destaque a parte, mas todas as composições soam honestas, e nada se aproxima daquele Pop comercialmente apelativo que costumamos ouvir nas rádios.

      Bom para nós, mas não tão bom para o bolso do Michael Kiske (risos). A sua carreira vinha sofrendo muito com os downloads ilegais, e em uma entrevista ele já tinha deixado claro que se este álbum e o ‘Place Vendome’ não vendessem bem, ele largaria totalmente sua carreira musical!

     Pelo menos no Brasil ambos foram sucessos de venda (alcançando o primeiro lugar de vendagem em ‘lojas especializadas’ no mês de lançamento segundo a Roadie Crew)!

     A única coisa estranha é que Kiske sempre faz uma participação aqui e ali nos álbuns de metal para ganhar um dinheiro extra, mas não tem nem um pouco de vontade de voltar ao Metal (nem que seja apenas por dinheiro). Isto, porém, fica para a mesa do bar e voltemos ao disco...

     Para entender melhor a proposta do alemão, você precisa mesmo ouvir e digerir o álbum. Na primeira audição pode lhe bater uma vontade de passar todas as faixas rapidamente a procura de um riff pesado, mas se contenha!

     O álbum se desenvolve calmamente, alternado entre algumas baladas, e outras mais ‘animadas’ como “Hearts Are Free”, “Truly” ou “Painted”. As letras, por sua vez, falam de situações do dia a dia, romances e crenças, mas me chamou atenção a “Kings-Fall” que começa com uma referência ao ACDC: "Can get a Long way to the Top If you Don't Wanna Rock'n'Roll".

     Neste petardo não só o vocal é trabalho, mas Kiske também se encarregou das guitarras e teclados, sendo acompanhado por Karsten Nagel (bateria), Fontaine Burnet (baixo) e Sandro Gaimpietro (guitarra solo) sem contar uma ou outra participação especial menor; Fazendo um trabalho instrumental de qualidade!

     O gogó abençoado também melhorou muito, ficando agora bem mais expressivo e um pouco mais grave, mas ainda assim soltando agudos com a facilidade de quem está bocejando.

     Em uma versão especial, o álbum vem acompanhado com da faixa bônus “Mary in the Morning”, um country muito bonito também, mas que não se encaixa na proposta geral do trabalho.

      O álbum no geral está de parabéns, mas os destaques particulares certamente ficam com “Knew I Would”, ”Kings-Fall” e “Sad as the World” tanto musicalmente quanto pela mensagem...

     Por hora, ficamos ansiosos pelo o que vem por aí... Kiske anunciou que vai lançar um álbum junto com Kai Hansen e Roland Grapow  e ainda seu novo projeto relembrando as suas composições no Helloween em versões acústicas!